Abrantes aposta num novo projecto de apoio ao desenvolvimento cultural, denominado Museu Ibérico de Arqueologia e Arte.
O futuro Museu, que teve origem no protocolo estabelecido entre a Câmara e a Fundação Ernesto Lourenço Estrada, Filhos., ficará instalado no Convento de São Domingos e irá acolher o espólio desta Fundação.
O Museu vai ser inserido numa rede de museus ibero-americana, para que possa permitir o intercâmbio de experiências num espaço com o qual o país tem afinidades, inscrevendo Abrantes no circuito internacional de museus.
Tudo isto é possível devido à riqueza das colecções que o museu irá albergar, atraindo novos fluxos turísticos, culturais, científicos e pedagógicos, inserindo Abrantes na rota do turismo internacional de museus ricos em cultura e em artes.
Segundo o acordo, a autarquia disponibiliza o Convento, imóvel classificado, e assume a responsabilidade de financiar a elaboração do projecto de intervenção de forma a adequar o espaço à sua futura função.
O espólio cedido pela Fundação Ernesto Lourenço Estrada, Filhos, será o coração do Museu. É composto por um vasto conjunto de peças arqueológicas, referentes ao período anterior à fundação da nacionalidade e relacionadas com a Lusitânia, recolhidas por João Estrada ao longo de meio século, em vários pontos da Península Ibérica. Além do espólio da Fundação, o futuro Museu irá também albergar as obras doadas ao Município pela pintora Maria Lucília Moita e pelo escultor Charters de Almeida.
Associado ao Museu, a Autarquia pretende inserir no projecto um Centro de Investigação que dê continuidade ao estudo das colecções, que promova outros projectos de investigação e que estabeleça parecerias internacionais com Universidades, Museus nacionais e estrangeiros da mesma especialidade, transformando este novo recurso cultural numa mais-valia para o conhecimento e para a promoção da região a nível nacional e também internacional, ao mesmo tempo que permite atrair novos fluxos de visitantes.
Visualize aqui o dossier referente ao planeamento do Museu Ibérico de Arqueologia de Abrantes
Visualize aqui o dossier referente à inserção do Museu Ibérico de Arqueologia de Abrantes
COLECÇÕES
Fundação Estrada
Câmara Municipal
Lucília Moita
Charters de Almeida
Arqueologia
História e de Arte, desde os tempos Pré-Históricos até à Época Contemporânea
Origem:
Local, Regional, Nacional e Internacional
COLECÇÕES
Artefactos arqueológicos pré e proto-históricos em pedra, cerâmica,bronze e outros materiais, representativos da vida económica e social de várias culturas e povos que ocuparam diversas áreas do território nacional;
Escultura, artefactos militares e peças de adorno com a mesma cronologia e proveniência;
Arte da Antiguidade Oriental e Clássica, com destaque para peças egípcias, gregas, etruscas, romanas e persas;
Ourivesaria Ibérica, recolhidos no que foi o antigo território da Lusitânia, que se estendem do Calcolítico à Época Romana Tardia e à Alta Idade Média;
Numismática;
Fragmentos de Arquitectura Romana, Medieval e Moderna;
Arte Sacra dos séculos XVI a XVIII;
Pintura Europeia e Portuguesa dos Séculos XVIII a XX;
Relógios de várias épocas;
Colecções de Arqueologia e História Local:
Arte Contemporânea legadas pela Pintora Maria Lucília Moita
Espólio legado pelo Escultor João Charters de Almeida
A representatividade das colecções
A contextualização no mundo ibérico no universo mais vasto do Mediterrâneo
A projecção Internacional
Duas valências:
Museu
Centro de Investigação
CONCEITO/MISSÃO
Pólo Expositivo de uma colecção de referência nacional e internacional
Centro de Investigação:
Aprofundar estudo das suas colecções;
Promover novas exposições;
Estabelecer parcerias para projectos de investigação com Universidades, Autarquias e outros museus nacionais e estrangeiros.
VOCAÇÃO
Museu interdisciplinar de Arqueologia-História e de Arte, de abrangência territorial regional-internacional e de tutela mista público-privada.
Relaciona-se, pela sua vocação, com os museus locais, regionais e nacionais de arqueologia, história e arte.
Decisivo Pólo de Desenvolvimento Cultural, Científico e Social numa região interior do País:
Inverter a tendência de concentração dos equipamentos e das oportunidades na faixa litoral do território e nos grandes centros, beneficiando dos bons acessos e da centralidade de que Abrantes dispõe;
Integrar Abrantes e a sub-região no arco patrimonial norte de Lisboa, nomeadamente com centros monumentais, turísticos e religiosos de referência como: Almourol, Tomar, Fátima, Batalha, Alcobaça, Santarém e Pólo de Arqueologia Mação;
Criar novas centralidades e novas dinâmicas de desenvolvimento sustentado.
Convento S. Domingos
Programa Funcional:
Recuperação
Beneficiação
Ampliação
LOCALIZAÇÃO
PROGRAMA FUNCIONAL
No Convento:
Espaço de evocação histórica dos anteriores usos do convento;
Centro de Investigação, biblioteca e mediateca especializadas, gabinetes de estudo, gabinetes da direcção do Centro;
Área expositiva destinada às secções:
Idade Média (séculos V a XV)
Idade Moderna (séculos XVI a XVIII)
Colecção Estrada
Colecções Municipais
Espaço destinado aos Serviços Educativos, que podem também servir a Biblioteca, com Sala Polivalente, ateliê de expressões e gabinete de trabalho
Área expositiva destinada às secções de Pintura do Século XIX e XX e de Artes Decorativas (Colecção de Relógios);
Salas dedicadas à Pintura e ao Desenho de Maria Lucília Moita e à obra escultórica de João Charters de Almeida;
No Edifício Novo:
Átrio de Acolhimento (balcão de informação e bilheteira)
Serviços Adjacentes (bengaleiro/vestiário, instalações sanitárias, cafetaria--restaurante, loja/livraria)
Auditório (Cerca de 150 lugares)
Grande Área expositiva (Exposições temporárias)
Circuito Expositivo Permanente (Arqueologia e Arte da Pré-História e da Antiguidade)
Bloco dos Serviços Técnicos (Serviços Administrativos e de Direcção)
Gabinetes Técnicos: Conservadores e Investigadores
Reservas
Monta-cargas
Áreas de embalamento e desembalamento de peças
Centro de Restauro de Arqueologia e Arte
Armazéns
Central de Segurança
Área de Apoio aos Funcionários
A apresentação pública do ante-projecto foi realizada no dia 14 de Junho de 2008, Dia da Cidade, e teve lugar nos Claustros do Convento de São Domingos, na presença do Ministro da Cultura, José Pinto Ribeiro.
O projecto de reconversão e ampliação do Convento ficará concluído durante o ano de 2008.
Projecto de Arquitectura: Arquitecto Carrilho da Graça
Projecto Museográfico: Professor Fernando António Batista Pereira