A exposição “Geografias Vivas”, do Arquitecto Gonçalo Byrne, está patente ao público na Galeria Municipal de Arte até 5 de Fevereiro.
Foi o próprio Gonçalo Byrne que inaugurou a exposição, no final da tarde do dia 15 de Janeiro na presença de muitos convidados e público apreciador dos projectos de um dos mais reputados arquitectos contemporâneos. João Rodeia, Carrilho da Graça e o escultor Charters d'Almeida foram algumas das presenças mais notadas.
“ A presença de tanto público neste local de cultura para assistir a esta inauguração é o reflexo do reconhecimento do trabalho do Arquitecto Gonçalo Byrn que muita honra Abrantes, pela sua presença e por nos poder mostrar uma pequena parte de grandes projectos, reconhecidos em todo o mundo”, referiu Maria do Céu Albuquerque, Presidente da Câmara. A autarca frisou que só é possível trazer a Abrantes esta e outras exposições de arquitectos de renome pelo “mérito” do trabalho desenvolvido pelo Núcleo do Médio Tejo da Ordem dos Arquitectos.
O conteúdo expositivo de “Geografias Vivas” incluiu desenhos e fotografias mas assenta principalmente nas componentes das maquetas de grandes dimensões em várias escalas de projectos como o Museu do Mosteiro de Alcobaça e a reconversão da envolvente próxima, o grande espaço coberto de Assembleias (Fátima) ou o Centro de Controlo de Tráfego Marítimo (Lisboa), entre outros, são alguns exemplos que mostram como o Arq. Byrne consegue trabalhar com perícia as áreas mais significativas da arquitectura, como a recuperação do património arquitectónico, o arranjo urbano, o edifício público ou o arranjo de espaços exteriores.
“São projectos com alguma dimensão urbana, em que o tema da paisagem, do vazio urbano, estão presentes, tentando dizer que isso é tão importante como o próprio edifício”, explicou o Arquitecto que falou, sem qualquer constrangimento, dos seus projectos mais polémicos.
“A arquitectura é tão importante como os espaços (…) As pessoas habitam no vazio e esse é que é o espaço de vida da Arquitectura” referiu ao público. O tema do “vazio” foi explicado por Gonçalo Byrne como sendo “ o grande espaço da cidadania”.
A seguir à inauguração, Gonçalo Byrn deu uma Conferência na Biblioteca Municipal António Botto, cujo objectivo foi dar a conhecer os projectos/obras patentes na exposição.
Catálogo da Exposição