No dia 9 de Julho, realizou-se na Biblioteca Municipal António Botto um Fórum que integrou as componentes de reflexão e avaliação deste projecto implementado pelo município nas escolas EB 1 do Concelho, de há cinco anos a esta parte.
Foram convidados a participar os professores das escolas, coordenadores TIC, presidentes dos conselhos pedagógicos e directores dos agrupamentos verticais.
A sessão foi presidida por Celeste Simão, vereadora da área da educação, que anunciou estar a Câmara de Abrantes “empenhada” em que seja dada uma nova dinâmica ao projecto, estando já a serem preparadas novas acções e a realizar-se a revisão das normas de funcionamento. A autarca reconheceu a necessidade de uma maior articulação efectiva dos serviços informáticos com as escolas e incentivou os professores a prosseguirem na utilização das TIC – Tecnologias da Informação e Comunicação ao serviço da aprendizagem, porque “no futuro os resultados nesta área irão aparecer”.
O professor António Tomás fez uma retrospectiva dos cinco anos de desenvolvimento do projecto nas escolas do concelho, reforçando a ideia de que o município de Abrantes teve uma acção visionária ao lançar este projecto, antecipando a estratégia nacional de utilização das TIC ao serviço da aprendizagem. Sublinhou o facto de o município investir igualmente na formação dos professores e assinalou que este “não é um processo livre de constrangimentos técnicos”, que importa ultrapassar. Por último, sublinhou ainda que “Os projectos dos agrupamentos deviam integrar mais este projecto”.
Seguiram-se as intervenções dos três representantes dos agrupamentos de escolas. Todos foram unânimes em salientar as vantagens do “Mocho XXI” no processo de aprendizagem. A professora Isabel Alves, em representação do Agrupamento de escolas do Tramagal defendeu a implementação de um programa similar nas escolas do 2º ciclo. O professor João Grácio, em representação do agrupamento de escolas Manuel Fernandes apontou as dificuldades de ordem técnica. O representante do Agrupamento de escolas D. Miguel de Almeida, professor Alberto Salgueiro, sugeriu que fosse instituída a figura do técnico pedagógico.
Após a intervenção de alguns professores presentes, coube ao moderador dos trabalhos, o professor Américo Pereira, que iniciou este projecto na Escola EB 1 de S. Facundo, fazer o rescaldo dos trabalhos e uma antevisão do que poderá e deverá ser este projecto. Em resumo, defendeu que o “Mocho XXI” deve ser “assumido” e “apropriado” pelos professores. Ultrapassar as dificuldades, particularmente as de ordem técnica, e dar visibilidade ao trabalho que se faz nas escolas foram outros dos desafios propostos.
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